Bomba! Como a NASA responderia a uma Ameaça de Asteroide?

By flávio fernandes → domingo, 8 de janeiro de 2017
É de fato intimidante pensarmos que a Terra pode, à semelhança de qualquer outro planeta, ser vítima da colisão com um asteroide. Nesse caso, o espaço de tempo para planejar uma estratégia de desvio pode não ser suficiente, no entanto, se compararmos com o prazo que possuiríamos para minimizar os danos alusivos a uma crise mais típica, como um terramoto ou um furacão, por exemplo, este é bem maior.   

A NASA e a Federal Emergency Management Agency (Agência Federal de Gerenciamento de Emergências) se reuniram em 25 de outubro do ano passado a fim de planejar uma hipotética resposta para um evento dessa tipologia. Em um ‘’exercício de mesa’’, uma espécie de simulação, as duas agências testaram como elas iriam trabalhar em conjunto para combater tal ameaça, evitando o pânico e protegendo o maior número possível de pessoas da colisão mortal.

‘’Não é uma questão de se, mas sim de quando e como lidaríamos com essa situação.’’, disse Thomas Zurbuchen, novo administrador associado da NASA, em um comunicado. ‘’Porém, ao contrário de qualquer outro momento da nossa história, dispomos agora da capacidade de resposta, de observação, de previsão e de planejamento de hipotéticas soluções para eventuais calamidades.’’, adiantou.

O asteroide deste cenário de simulação estaria entre os 300 e os 800 pés (100 a 250 metros) de comprimento. No início, a probabilidade de um impacto de 2020 era de apenas 2%, porém, a equipe continuou simulando o rastreamento e ao longo do tempo (foram adotados meses fictícios), a probabilidade de impacto aumentou para 65%, e depois para 100% em maio de 2017. Em novembro de 2017, de acordo com o cenário simulatório, o grupo descobriu que a colisão decorreria em todo o sul da Califórnia ou nas proximidades do Oceano Pacífico.

Os cientistas dos laboratórios de pesquisa calcularam a dimensão da cratera resultante do impacto, a população que seria deslocada, o efeito sobre a infraestrutura terráquea e outros dados que se tornariam pouco claros acerca da abordagem desse asteroide. Com isso, foi delineado um procedimento de evacuação e de transmissão da informação necessária ao público a fim de diminuir possíveis danos, o que comprova que os Estados Unidos da América não estão dormindo no que compete a este assunto. 


Autor: Flávio Fernandes
Créditos: NASA e SPACE

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