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Nem o fim do mundo e nem o fim do Sol vai conseguir matar essa forma de vida!

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Estudo liderado por brasileiro mostra que uma espécie de vida terrestre sobreviverá por pelo menos mais 10 bilhões de anos!


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Assim como todas as criaturas vivas, as estrelas também têm um período de existência. Após passar pela fase de sequência principal, elas ficam sem o combustível que as mantém estáveis, e acabam "morrendo".

Isso também acontecerá com o nosso Sol, quando após passar pela fase de sequência principal e pela fase de Gigante Vermelha, dentro de aproximadamente 5 bilhões de anos, irá engolir as órbitas de Mercúrio, Vênus, e talvez até mesmo da Terra... levando embora consigo toda a vida que existe aqui. Ops!!! TODA a vida não...

De acordo com um novo estudo, publicado na revista Scientific Reports, liderado pelo brasileiro Dr. Rafael Alves Batista, do Departamento de Astrofísica da Universidade de Oxford, os tardigrados, também conhecidos como "ursos d'água", poderão facilmente sobreviver quando toda e qualquer espécie já não estiver entre nós... ou melhor, entre eles... até porque em um dado momento, só haverão TARDÍGRADOS!





O estudo também foi liderado pelo Dr. David Sloan, também do Departamento de Astrofísica da Universidade de Oxford, e pelo Dr. Abraham Loeb, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian (CfA).



Ilustração artística da Terra sendo aquecida de forma extrema com o Sol na forma de Gigante Vermelha.
Créditos: Wikimedia Commons / Fsgregs


Os cientistas queriam descobrir por quanto tempo em média a vida pode prosperar desde sua formação. A maioria dos estudos foca na sobrevivência da vida humana, mas nós somos muito suscetíveis a mudanças na atmosfera e no clima da Terra, e (embora muito relutantemente) podemos ser facilmente eliminados após um impacto de um grande asteroide (inverno nuclear), por exemplo.

Mas nem tudo está perdido para outra espécie - a Milnesium tardigradum sobreviveria a qualquer catástrofe astrofísica. E o mais intrigante é que os cientistas descobriram ainda que os tardígrados estarão vivos por pelo menos mais 10 bilhões de anos! Essa expectativa de sobrevivência é muito, muito maior do que a nossa ou a de qualquer outra espécie!

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"Para a nossa surpresa, os tardígrados parecem sobreviver a todo tipo de catástrofe astrofísica", disse o Dr. Loeb. "O DNA dos tardígrados são capazes de se regenerar rapidamente após qualquer dano. O processo não é completamente compreendido, mas já existe um grupo de cientistas que estudam o DNA dos tardígrados com a esperança de entender isso melhor."

Já se sabia que os tardigrados eram quase indestrutíveis, ou imortais... Eles podem ficar por 30 anos sem alimento ou água (metade da vida deles); sobrevivem a temperaturas que vão desde os 150°C até os -200°C; aguentam pressões extremas como de 6.000 atmosferas terrestres, e também sobrevivem no vácuo do espaço. Parece que ele nunca consegue morrer! E sabe o que é ainda mais incrível (ou até amedrontador)? Os tardigrados conseguem ressuscitar!



Imagem mostra um tardígrado sobre um musgo. A espécie tem cerca de 0,5 mm de tamanho, mas pode chegar a até 1,2 mm.
Créditos: Nicole Ottawa / Oliver Meckes / Eye of Science


Os cientistas descobriram que após permanecer por décadas sem água, os tardigrados podem voltar à vida se a água é reintroduzida, como foi demonstrado em 2007 quando uma colônia de tardigrados ficou desidratada antes de ser enviada para o espaço e ficar 10 dias exposta à radiação ultra-violeta. Assim que voltaram pra Terra, a grande maioria deles estava viva!

O estudo conclui que os tardígrados poderão facilmente sobreviver após o Sol se tornar uma estrela Gigante Vermelha, e também estarão aqui quando o Sol "morrer". A equipe também demonstra que catástrofes gigantescas, desde impactos de asteroides, supernovas, rajadas de raios gama, dentre outras catástrofes na Terra, nenhuma delas põe em risco a existência dos tardígrados.

Uma das poucas maneiras de se aniquilar os tardígrados de vez seria uma colisão de um asteroide gigantesco, ou melhor, um planeta anão, com pelo menos 10.000 trilhões de toneladas, a fim de evaporar toda a água dos oceanos. A última vez que um objeto com essa dimensão colidiu com a Terra foi há cerca de 4,5 bilhões de anos, com a colisão de um protoplaneta chamado Theia (que acredita-se ter sido o responsável pela criação da Lua).

Atualmente, dá pra contar os objetos no Sistema Solar que têm essas dimensões, e de acordo com os cientistas, nenhum deles vai colidir com a Terra futuramente, portanto, os tardígrados podem ficar sossegados quanto a isso...



Ilustração artística do impacto de Theia, que provavelmente deu origem a Lua.
Créditos: NatGeo


Outra forma de matar todos os tardigrados seria se uma estrela a menos de 0.14 anos-luz da Terra explodisse em uma supernova, pois isso também iria evaporar toda a água dos oceanos. Vale lembrar que a estrela mais próxima do Sol é a Proxima Centauri, que está a 4,2 anos-luz daqui... e o Sol não possui massa suficiente para explodir em supernova. No caso de uma explosão de raios-gama, que é um evento ainda mais raro, as estrelas também estão muito longe daqui e não representam nenhum risco para os ursos d'água.


O estudo demonstra o quão frágeis somos nós quando comparados com formas de vida simples, que sobrevivem a diversas mudanças climáticas e catástrofes globais. Com relação a isso, o brasileiro que também liderou o estudo comentou em um comunicado oficial: "Sem a nossa tecnologia nos protegendo, os humanos são uma espécia muito sensível. Mudanças súbitas no ambiente nos impacta de forma dramática." Ele continua: "Os tardigrados são quase indestrutíveis, mas é possível que existam outras espécies resilientes em outras partes do Universo. Nesse contexto, devemos continuar buscando vida em Marte e em outras partes do Sistema Solar. Se os tardígrados são a espécie mais resiliente da Terra, quem sabe o que há lá fora?"


Imagens: (capa-ilustração/Univ. Oxford) / Wikimedia Commons / Fsgregs / Nicole Ottawa / Oliver Meckes / Eye of Science / NatGeo / divulgação
18/07/17
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